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Valdemiro Gomes
valdemiro@interconect.com.br

 

 

Um cidadão, amante de Salinas

segunda-feira, 12/06/17 - 13h10

 

As férias chegaram ao fim, com o stress aumentado para muitos. Veranistas de Salinas queixam-se, com razão, do caos da praia do Atalaia. O desfile das formas graciosas foi substituído pelo desfile das marcas de carros. As saudáveis partidas de frescoball, de vôlei, de futebol, tiveram que ser canceladas, substituídas pelos shows das poluentes máquinas. As alegres crianças foram proibidas de correr, brincar, construir seus castelos nas areias para que ele, SR. carro, pudesse trafegar (desfilar) ou estacionar (bronzear-se) entre os espremidos sombreiros e espreguiçadeiras.

 

Leio notícia que o Governo ultima estudos para duplicar a estrada do Atalaia e fazer uma avenida marginal à praia. Será verdade?

 

Em 1995, pude recomendar aos administradores públicos o livro de David Osborne e Ted Gaebler “Reinventar a Administração Pública”, no qual é proposto que a propriedade e controle das instituições de serviços públicos passem das mãos de banqueiros e profissionais do governo para a comunidade e indivíduos.

 

Nos Estados Unidos existem hoje mais de um milhão de organizações sem fins lucrativos ativas no setor social, representando cerca de um décimo do PNB. As referidas organizações já são hoje as maiores empregadores nos Estados Unidos, orgulho da comunidade, marca da verdadeira cidadania e o restauro da responsabilidade cívica americana.

 

Na língua inglesa existe o vocábulo “subject” : súdito, aquele que está sujeito às leis do reino, obrigado a submeter-se aos deveres que lhe são impostos, mas existe também um vocábulo “citizen” :o sujeito de deveres e titular de direitos

 

. É hora do brasileiro deixar de ser sujeito(súdito) para ser cidadão (participativo). Não nos cabe somente reclamar. A hora é de participar.

 

Será que a população, a comunidade, o cidadão, não tem outras prioridades ? Será que a iniciativa privada não pode encontrar a solução para o problema de uma minoria que pode ir à praia de carro? Será que existe dinheiro público sobrando?

 

Como não mais sou menor, não nasci para ser escravo e desejo continuar sendo cidadão, amante de Salinas, trago, não a crítica destrutiva, e sim, uma semente, uma sugestão, objetivando motivar a necessária reflexão, discussão, da comunidade . O futuro de nosso país não mais pode estar delegado aos burocratas ou aos mandos e desmandos do poder que ainda não apreendeu a sentir as reais carências de nossa população.

 

Acredito que a iniciativa privada poderia se interessar por construir e explorar estacionamentos, construídos por traz das dunas, interligados via um sistema de transporte coletivo, também operado pela iniciativa privada, do tipo que é visto no parques da Disney, feiras de exposição, e outros espaços onde o carro é obrigado a ficar longe. O veículo que idealizo seria um “trator-trem” (o tratorsal) de rodado espacial, permitindo seu tráfego pela areia da praia. O modelo para se tornar solução terá que trazer, entre outros predicados, o tão necessário emprego à população local e não destruir o equilíbrio do meio ambiente. Um primeiro modelo, visando a atual descentralização do tráfego da atual rodovia do Atalaia, poderia ser pensado via criação de um estacionamento na cidade e uma leve ponte interligando referido estacionamento à ponta esquerda da praia do Atalaia, a mais bonita e hoje quase inacessível.

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