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Valdemiro Gomes
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Ética: uma semente

terça-feira, 03/08/10 - 08h08

Esta semente e as próximas terão um gene comum: a ética.

Volto a semear sonhos nos jardins dos homens. Lembro o escrito de S. João existente na lápide de Dostoievski: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto”. Meu objetivo é promover uma reflexão na ética e se possível demonstrar que é possível pela ética nos realizarmos profissionalmente, sermos felizes, fazer o bem (definido o bem como a finalidade da ética), inclusive sem corromper.

Não existe um modelo pronto de como ser feliz.
Aristóteles, tido na Idade Média como o oráculo dos filósofos e teólogos, nascido em 384 AC em uma colônia grega da Trácia, estudou na Academia de Platão, aonde chegou a professor. Foi o preceptor de Alexandre da Macedônia e ensinava que o que diferencia o homem dos outros seres do mundo é a capacidade de buscar incessantemente, com base na virtude, na excelência, fazer melhor a vida dos outros. Para Aristóteles, a ética era não só a arte de navegar, mas o ponto de chegada e de partida, o caminho e a chegada. O filósofo tinha a ética como o grande caminho para a felicidade e a virtude era ação.

Aristóteles ensinava que o fazer o bem era como acertar o alvo. É fácil errar o alvo e várias são as maneiras. O difícil era acertar o alvo e para o mestre só existia uma maneira de fazer o bem: pela ética. A ética a Nicômaco é o tratado mais completo de Aristóteles e foi dedicada a seu filho Nicômaco, que tinha o mesmo nome do avô.

A palavra ética tem sua origem do grego, “ethos”, que significa modo de ser, caráter. No passado antigo, na Grécia antes de Cristo, coube à filosofia, mãe da maioria das ciências que hoje estudam o comportamento humano, conhecer a ética, que nasceu para definir o que é o bom. Aristóteles colocava em discussão o que era o bom, pois o definindo estaria traçando um caminho geral para que os homens pudessem orientar suas condutas. Essa concepção tradicional de ética, estudada como um capítulo da filosofia, especulativa, dedutiva e restrita, não possuía a base para ser uma ciência. Contudo, foi tal teoria que serviu de berço para a ciência maior do comportamento moral dos homens, a ética.
A evolução do ser, a história, mostrou que não mais bastava definir o que é bom. Afinal, o que é bom? Poder? Dinheiro? Prazer? Ética nos dias de hoje é uma ciência como o é a psicologia, a sociologia, a economia, a medicina.

Como ciência não cabe à ética formular juízos de valor sobre a prática moral de outras sociedades ou de outras épocas, em nome de uma moral absoluta ou universal, devendo, sim, explicar a razão de ser desta pluralidade e das mudanças da moral. Como ciência a ética se defronta com fatos de valor. A ética não cria a moral. Ética é a ciência da moral. Não se pode julgar um comportamento moral sem conhecer os fatores: sociais, antropológicos, psicólogos e outros inclusive, econômicos e políticos.

O filosofo australiano Peter Singer diz ser a ética um exercício diário e que precisa ser praticada no cotidiano. O teólogo Leonardo Boff que recomenda a prática da ética do cuidado, da solidariedade, da responsabilidade diz ser a ética uma semente: aquilo que nasce e renasce.

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